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Economia nas taxas de marketplace: faça a conta

Veja como calcular a economia nas taxas de marketplace, reduzir a dependência dos aplicativos e proteger a margem do seu restaurante a cada pedido vendido.

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Economia nas taxas de marketplace: faça a conta

Você prepara o pedido, compra ingrediente, paga equipe, embala, organiza a entrega - e, no fim, uma parte pesada da venda fica com o aplicativo. A economia nas taxas de marketplace não é um detalhe de planilha. Para muitos restaurantes, é a diferença entre vender muito e realmente lucrar.

A comissão parece pequena quando se olha para um pedido isolado. Mas 15%, 20% ou até 30% sobre cada venda cresce junto com o seu faturamento. Quanto mais o restaurante vende pelo marketplace, mais dinheiro entrega para manter um canal que não controla totalmente.

Isso não significa que todo aplicativo precisa sair da operação. Marketplace pode trazer descoberta, gerar primeiros pedidos e dar visibilidade em regiões novas. O problema começa quando ele vira o único caminho entre o seu restaurante e o cliente que já conhece a sua comida.

Onde a taxa de marketplace pesa de verdade

A comissão não incide sobre o lucro. Ela normalmente incide sobre a venda. Então, antes de pagar aluguel, motoboy, embalagem, impostos, insumos e salários, uma fatia do pedido já foi embora.

Imagine uma hamburgueria que fatura R$ 30 mil por mês em aplicativos. Com uma comissão média de 20%, ela paga R$ 6 mil ao marketplace. Em um ano, são R$ 72 mil. Esse valor poderia reforçar o caixa, financiar equipamentos, melhorar a equipe ou bancar campanhas para trazer o cliente de volta ao canal próprio.

Agora pense em uma operação com R$ 80 mil mensais no aplicativo e comissão de 25%. A conta chega a R$ 20 mil por mês. Não é exagero dizer que, nesse cenário, o marketplace pode faturar como uma segunda operação dentro do seu negócio - sem fritar, cozinhar ou atender uma única mesa.

Além da comissão principal, vale ficar atento a outros custos que podem aparecer conforme o modelo contratado: taxas de entrega subsidiada, cobrança por campanha, anúncios de destaque, antecipação de recebíveis e descontos bancados pelo restaurante. Nem todo plano tem tudo isso, mas ignorar esses itens deixa a conta mais bonita no papel do que na vida real.

Como calcular a economia nas taxas de marketplace

A conta inicial é simples:

Faturamento mensal no marketplace x percentual de comissão = valor pago em comissão

Se o seu restaurante vende R$ 40 mil por mês no aplicativo e a comissão é de 18%, o cálculo é R$ 40.000 x 0,18. Resultado: R$ 7.200 por mês.

Em seis meses, são R$ 43.200. Em um ano, R$ 86.400. E isso considera somente a comissão, sem incluir eventuais custos extras de visibilidade ou entrega.

O próximo passo é mais estratégico: calcular quanto dessa venda pode migrar para o pedido direto. Não precisa imaginar que 100% dos clientes abandonarão o aplicativo amanhã. Uma meta possível é trazer de volta quem já comprou, quem segue o restaurante no Instagram, quem pede pelo WhatsApp, quem está no balcão e quem recebe uma sacola na porta de casa toda semana.

Um cenário possível, sem fantasia

Suponha que dos R$ 40 mil mensais vendidos no marketplace, você consiga direcionar 25% para o seu canal próprio. Isso representa R$ 10 mil em pedidos diretos.

Se esses R$ 10 mil estavam sujeitos a 18% de comissão, a comissão evitada é de R$ 1.800 por mês. Há, claro, custos no canal próprio: taxa do meio de pagamento, entrega quando aplicável e mensalidade da plataforma. Mas a diferença é que esses custos tendem a ser mais claros e controláveis, em vez de aumentar proporcionalmente a cada pedido em forma de comissão.

Uma plataforma com mensalidade fixa a partir de R$ 49,90 muda a lógica. Você sabe qual é o custo da ferramenta e preserva o valor das vendas feitas no seu canal. As taxas do pagamento continuam existindo e devem entrar na precificação, mas não são a mesma coisa que ceder uma comissão elevada para alguém intermediar um cliente que já é seu.

Comissão variável ou custo previsível?

Esse é o ponto central. No marketplace, o custo acompanha o faturamento. Se as vendas sobem, a comissão sobe junto. Pode ser útil quando o aplicativo está efetivamente trazendo novos clientes, mas se torna caro quando o mesmo cliente recorrente continua comprando por ali por hábito.

No canal próprio, o restaurante investe em uma estrutura que controla: página de pedidos, cardápio digital, pagamento, acompanhamento de cozinha e atendimento. O custo de operação não desaparece, mas fica mais previsível.

Cenário mensalVenda no marketplaceComissão médiaComissão paga
Operação menorR$ 15.00018%R$ 2.700
Operação em crescimentoR$ 40.00020%R$ 8.000
Operação consolidadaR$ 80.00025%R$ 20.000

A tabela não é promessa de economia idêntica para todos. Cada contrato, categoria, região e modalidade de entrega muda a taxa. Ela serve para colocar uma verdade na mesa: quando a comissão é percentual, o custo pode ficar grande muito rápido.

O canal próprio não é só sobre pagar menos

Economizar é o começo. Vender diretamente também devolve autonomia para o restaurante. No aplicativo, o cliente pode lembrar do marketplace antes de lembrar da sua marca. No pedido próprio, a experiência é sua, do cardápio ao pós-venda.

Você passa a saber quem comprou, o que pediu, em qual frequência e em quais horários. Com esse relacionamento, fica mais fácil criar ações simples: cupom para a próxima compra, combo de almoço, incentivo para pedidos em dias fracos ou divulgação de novidade no cardápio.

Também existe ganho operacional. Quando pedidos de delivery, balcão, mesas e garçom ficam espalhados em ferramentas diferentes, a equipe perde tempo conferindo tela, anotando informação e corrigindo erro. Uma operação centralizada ajuda a reduzir retrabalho e dá mais clareza para quem está no caixa, na cozinha e na expedição.

É por isso que uma solução como a Japedeaí não se limita a criar uma página de pedidos. Ela reúne cardápio digital, pagamentos integrados, painel de cozinha, PDV, mesas, balcão, impressão e relatórios em uma rotina mais organizada. Tranquilo para quem não quer virar especialista em tecnologia para vender melhor.

Como trazer pedidos para fora do aplicativo

Não adianta criar um canal próprio e esperar que o cliente descubra sozinho. A migração precisa ser gradual, honesta e presente nos pontos de contato que o restaurante já tem.

Comece pela embalagem. Um cartão simples ou adesivo com QR Code pode convidar o cliente a pedir direto na próxima vez. No Instagram e no WhatsApp, deixe o caminho de pedido visível, sem obrigar a pessoa a procurar. No balcão, incentive o cadastro e mostre que o cardápio próprio é rápido de usar.

O benefício precisa fazer sentido para o cliente. Pode ser um cupom no segundo pedido, um item exclusivo, frete melhor em determinada região ou prioridade em dias de alta demanda. Não precisa dar desconto em tudo e destruir margem. Às vezes, a conveniência de pedir direto e falar com o próprio restaurante já resolve.

Evite uma postura de guerra com o consumidor. O cliente não tem obrigação de entender sua estrutura de custos. Mostre uma alternativa boa, rápida e confiável. Se o pedido próprio atrasar, tiver cardápio confuso ou exigir pagamento difícil, ele volta para o aplicativo em dois toques.

Antes de comparar, coloque todos os custos na mesma conta

Uma decisão saudável não compara apenas “mensalidade” contra “gratuito”. Marketplace não é gratuito quando desconta comissão de cada pedido. Canal próprio não é custo zero quando envolve pagamento, marketing e entrega. O que importa é saber quanto sobra depois de cada modelo.

Faça uma planilha com faturamento por canal, comissão, taxas de pagamento, custo de entrega, investimento em divulgação e mensalidade da ferramenta. Depois, acompanhe três números todo mês: percentual de vendas diretas, comissão total evitada e ticket médio por canal.

Se o canal próprio estiver trazendo pedidos recorrentes e reduzindo a dependência do aplicativo, ele está fazendo o trabalho certo. Se ainda tiver pouco volume, não descarte a estratégia. Ajuste a divulgação, simplifique o cardápio e treine a equipe para indicar o caminho direto em cada contato.

Você não precisa escolher entre aparecer no marketplace e vender com margem. Use o aplicativo para ser encontrado quando fizer sentido, mas construa um caminho para o cliente voltar a falar direto com quem prepara a comida dele. Cada pedido que migra para o seu canal pode deixar mais dinheiro onde ele precisa ficar: no seu restaurante.

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